sábado, 10 de julho de 2010

Deslumbre Provisório.

* Eu quis ser teus olhos quando o amor te arrastava em direção ao limite insuportável da ignorância, No entanto eu tinha os olhos inábeis pra ver o essencial. E meus olhos eram tão ofuscados assistindo um romance quanto participando dele.


* Agora o escuro veio te acordar princesa.









*Você precisa enxergar através do meu ponto de vista, e ver assim como eu, que quando uma pessoa solta a mão da outra, não esta somente afrouxando laços, como também esta assinalando que ela se perca de você.

domingo, 4 de julho de 2010

...E eu ficava errando de propósito, pra depois ter desculpas, dizer que agi muito mal, e por isso não fui amada. Era melhor do que do ter feito tudo certo, e ter que agüentar o fardo de não ter sido amada sem justificativas.

(melhor não dizer muito hoje).


Apesar de você, amanhã há de ser, outro dia ♪

sábado, 3 de julho de 2010

O dicionário do Diabo

O dicionário de Ambrose Bierce. O cara é foda, não resisto.

Aí:



Homem, S.m. Animal tão absorto na contemplação extasiada do que ele julga ser que se descuida do que indubitavelmente deveria ser. Sua principal ocupação é o extermínio de outros animais e de sua própria espécie, a qual, entretanto, multiplica-se com rapidez tão insistente que infesta todas as áreas do planeta


Chato, s. - uma pessoa que fala quando você queria que ele escutasse.

Dentista, s. - um prestidigitador que, colocando metal em sua boca, tira moedas do seu bolso.

Egoísta, adj. - uma pessoa de mau gosto, mais interessada em si mesma do que em mim.

Fidelidade, s. - uma virtude peculiar àqueles que logo serão traídos.

Futuro, s. - um período no tempo no qual nossos negócios prosperam, nossos amigos são verdadeiros e nossa felicidade está garantida.

Idiota, s. - um membro de uma tribo grande e poderosa cuja influência nas questões da humanidade tem sido sempre dominante e controladora.

Amor, s. - uma insanidade temporária curada pelo casamento.

Ante-Colóquio.

Queria que sentássemos em um bar, pedíssemos qualquer coisa, nos desligássemos dos sons inconvenientes da cidade, que afundássemos no som do fundo do bar. E logo, esquecermos dos fantoches e fantasmas que cruzam nossos caminhos pelas avenidas, da baderna que fazem a nossa volta.
Preciso urgentemente dizer do meu cansaço, e desatar o nó na garganta, e cuspir estas palavras azedas que a magoa que tu me deste me deixou na boca.
Estou morrendo e não estou doente, e não tenho nada, estou morrendo, mas só por dentro.
E tu aparentas nada mais que teus próprios destroços mortais, mas há algo atrás dos seus olhos que mantém este meu fascínio por tudo que tu és. E que me faz querer te absorver por inteira.
Não, nunca quis fazer de nossas brigas e conversas aqueles circunlóquios, mas me sentia cercada por tuas frases de efeito, eu só soube este tempo todo correr em círculos.
Tu possivelmente vai acender teu baseado agora, e tentar deter algo como: nervoso ou tédio, não sei. Não vais achar solução nisso pra sempre, daqui uns dias tu vai perceber que não pode mais dominar teu vicio, e toda vez que tu for tragar tua sensação ao invés de gozo será de culpabilidade, é serio. Talvez isso vá me satisfazer, daí então.
Tento impedir, mas não posso, eu preciso perguntar sobre seu novo amor, e preciso dizer que vocês tem um grande potencial criativo para serem hipócritas.
Não, não quero brigar com você, e até acho que é covardia dizer tais coisas pra alguém tão desfavorecido, mas acho que alguém precisa te dizer certas coisas.
Não acho que seja digno isto que tu ta vivendo com teu novo esboço amoroso, acho que tu preenche todo este vazio com mentiras e ilusões, e acho que tu ta andando pra uma direção onde há um ponto que tu não quer realmente chegar, mas tudo bem, são os teus pés que te levam até lá, então não são os meus que se ferem, só cuidado pra não se perde pelo caminho.
Não, não venha fazer media, não venha me perguntar sobre a minha nova paixão, sabes bem que vivo de relações inconstantes. Não, não é que eu queira devorar corpos e cuspir corações, acontece que preciso provar cada interior até encontrar o melhor destino. Mas não sou feliz assim, porque tenho ambição por um ontem mal apontado, e procuro um passo dentro de um presente e um futuro, e não te encontro dentro de nenhuma sequer palavra que me dizem.
E meu grande aflito é carregar o passado nos pés, marcando cada dia mais meu presente com um ontem tão obsceno e sórdido, que não há comparação.
Não consigo mais manter você aqui e não consigo encontrar lugar pra mim te acompanhar dentro dos teus caminhos. Mas não se preocupe, não farei chantagem, não farei ameaças, não vou chorar sem vontade, nem buscar coleiras e correntes que te prendam no pé da minha cama. (Mais uma vez).
Acontece que tu me roubas o ar, e depois se nega a me deixar respirar o teu.
Mas não importa, deixe o que eu disse agora no agora, e amanhã o dia é outro, amor.
Tens passado noites acordadas não é? Vejo pelas suas olheiras, pela tua beleza que parece ter sido desmanchada, (embora continue tão linda). Sei de tua angustia, querida. Estamos carregando o mesmo ontem nas costas, que tu tens é A culpa é o meu eu te perfurando, eu sei, o teu 'eu' me perfurando.
Estamos nos tornando incapazes, e por mais que eu me mova em desesperança tu permaneces de olhos inexoráveis, sei que te amortecer, mas quero progresso, quero que grites, quero que chores, que fale, derrame lamuria, e liberte. E lembre-se dizer é libertar.
Lembro que tu me vinha com aquelas teorias " de mudar o mundo", você ama revoluções e quer, ou quis me levar pra esta maldita historinha de revolucionários. Não quero mudar o mundo porra nenhuma, quero defender o meu, e tu devias olhar a tua volta e ver que fantasias e contos de fadas não são o 'bom' do século, e que hoje é dia de realidade. Enxerga agora pela minha causa. Que é preciso modificar teus pontos de vistas, e não destes indivíduos,
Não se presenteia alguém com bom-senço meu amor. Teus discursos humanitários não vão matar a sede de álcool que os bêbados arriados na calçada sentem, nem fazer estes moleques drogadinhos no sinal quererem ser protestantezinhos de 'paz e amor'. Esqueça meu bem, a único mundo que quero transformar é o que gira atrás dos meus próprios olhos, e esta idéia revolucionaria e ilusionista não me alucina, e sim, me dá o vomito.
Desculpe esta minha mania de realidade dura, e minha falta de coração em te dizer tais coisas, mas é assim. Amo os devaneios, amo o fato de você sonhar, mas queria te pedir pra mergulhar em águas limpas, não é lagos sujos, onde vais se afogar.
Enfim.
Sinto falta daquela nossa vida simples, até nossas conturbações eram simples. Eu achei que fosse mentira, mas o tempo aclara minha mente, e fez legítimo o fato de que o amor torna tudo mais bonito e simples, e que o mundo torna-se apropriado ao tamanho de nosso estado de espírito. As noites já não sãos iguais, na escuridão não há mais a pequena luz do teu cigarro aceso na madrugada, nem meu corpo com o suor escorrendo após nossas transas. E sinto que não mais ouvirei o teu tom de voz mais baixo e agudo. E isso é das coisas mais dolentes na minha memória.
Vais pensar que to tentando recomeçar, e não estou. Mas queria te arrancar deste nosso 'agora' e encontrar um caminho que nos levasse a um ontem que se perdeu da trilha. E ficar lá, só por mais algumas horas. Não queria tudo amanhã mais uma vez, queria tudo ontem.
Sentada aqui neste boteco medíocre, te olhando assim, sentada e infeliz me faz pensar que estamos vivendo de nossas próprias migalhas, e que não me lembro mais do que te faz feliz, que não tenho mais em minha fonte a água que sacia tua sede, ou que sim, que ainda tenho, mas como você esqueci como se faz.
.
Tu não precisa manter seus olhos longe de mim, não me faça sentir uma agressão visual atrás dos seus olhos. Eu ria.
Não quero continuar a insistir nesta cafonice, mas preciso ver se a verdade é dolorida e real o suficiente pra aniquilar um pouco deste orgulho que vejo atrás de suas palavras, dais quais me diriges de olhos ingratos.
Sim, falo freneticamente por que esta noite não quero me deitar com frases perdidas na cabeça, com aflição asfixiando meu coração, com este cansaço ao qual já não saberia definir como físico ou espiritual, por isso venho aqui e te digo.
Querida, não quero pensar em que espécie de pessoa será você se não tiver nada doendo agora dentro de si. Não quero que voltes, mas quero urgentemente que me digas que não há remorso nenhum que acompanhe as lembranças de ontem’s, E que tudo lá atrás é o que o vento levou e ninguém sentiu falta.
Algum tempo atrás, em um outro tempo, eu senti fome. Tu me alimentavas com mentiras, e me fazia pensar que eu mastigava amor. Amor, o teu ‘amor’ me deixou por tanto tempo com má indigestão, e agora que o mau estar foi embora, minha boca ta salivando e querendo toda ilusão de novo, pra encher meu estomago que já ronca. Estou com fome outra vez, e não é você quem vai me comer desta vez. Sou eu quem vai te devorar.
Mas esta noite não haverá vodka nem cigarro pra aliviar esta secura, e quase te peço que diga outra vez as mesmas mentiras vadias que você sempre disse.
... Mas você não diz nada, eu continuo por mais centenas de noites por impulso constante neste monólogo entre eu e a IDÉIA de você.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Você ao menos desconfia onde é a fossa da alma? É exatamente de onde vazou aquelas palavrinhas de merda; O ponto final, e depois o inicio do próximo parágrafo, onde descrevia o céu estrelado lá fora, a sua nostalgia, o cigarro representando a única luz que havia no teu quarto, e o embaraço do arrependimento do que disse sem querer.
Fechando-se em si, reconhecendo com o Maximo de serenidade que não existem palavras tão certas que sejam capazes de apagar as erradas, que se condenara pela emoção impulsiva de proferir o que queria, sem se preocupar com necessidade futura da inadmissão de ter sido o que foi, sabendo que de qualquer forma era aquilo que era.